"Professora, o que aconteceria se houvesse um mundo que todos fossemos perfeitos?"
"Olha, provavelmente seria um mundo sem graça, pois o que nos faz diferentes são os nossos defeitos."
Essa
frase, que minha querida maestra proferiu para mim lá pela terceira,
quarta série, mostra a ideia abestalhada que MUITOS temos como certo.
Sim,
muitos de nós acreditamos que os defeitos são coisas únicas e
preciosas, por isso adoram aninhá-los como filhos e até se exibem com
orgulho ao dizer:
"sou vingativo"
"sou uma pessoa muito orgulhosa"
"fico possesso com qualquer um que venha falar com minha namorada"
E
a tolice disso, chega ao cúmulo com a batida e mecânica desculpa:
"Niguém é perfeito, nem nunca será". Essa é a inversão de valores que
mais me preocupa. Desde quando as pessoas tomaram esses sentimentos
danosos como valores? Ninguém está se esforçando para se aprimorar como
gente, porque ninguém quer se DESFAZER de seus queridos rasgos
psicológicos.
E o mais contraditório de tudo isso é que
boa parte das amarguras e infelicidades do mundo vêm do descontrole da
nossa personalidade, do livre fluir de desejos, ideias ou pulsões
mecanizadas que de nada acrescentam, a não ser a sua auto-satisfação
quando cumpridas.
Parece que virou algo completamente
tolo tentar ser alguém melhor (isso quando a pessoa tem plena
consciência de seus defeitos, quando eles estão ali, quase sambando na
cara da pessoa, pois tem quem é cego e só vê "a palha no olho do
outro"). Será que uma pessoa virtuosa não pode ser única? Ela perderia
mesmo sua identidade?
Será que tentar ser um pouco
diferente, reconhecer nossos erros como matéria-prima de uma lição é tão
ruim assim? Não é fácil. Nem indolor. Da mesma forma que ficamos
recorrendo às mesmas situações pelos nossos defeitos e nos machucamos
nelas, vai doer também. Mas pense como um remédio de gosto ruim ou uma
picada de vacina: são males necessários que acabam e evitam algo pior.
Por que se não procuramos mudar com um esforço consciente, a vida se
encarrega de acabar com o defeito que mais faísca na gente, depois de
muito sofrer. E bater várias vezes na parede para entender que tem algo
sólido ali não é algo nada esperto de se fazer.
Vniversale descrittione di tvtta la terra conoscivta fin qvi
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sábado, 15 de outubro de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Revelação de mioleba como palavra predestinada a salvar a humanidade
Revelação de mioleba como palavra predestinada a salvar a humanidade
Após termos reconhecido a palavra mioleba como a melhor palavra já inventada pela civilização ocidental, podemos abordar suas implicações teológicas como manifestação da essência divina na Terra. João diz que "a palavra se tornou carne e passou a caminhar entre nós" ( 1:14 ) e em várias partes das escrituras vemos a Logos se tornar a matéria que nos cerca. Permanece, porém, como segredo perdido essa palavra perfeita, perdida após Babel, que tornava óbvia a relação entre o domínio divino e humano. Dela se derivava a língua dos anjos, que na boca dos homens propagava o amor e a concórdia entre as civilizações. Após o momento em que ela foi perdida, a maldita perfia dos judeus, os mouros atrevudos, o ateísmo, a masturbação compulsiva, ritmos musicais de mau gosto e a confusão das línguas tomaram conta de uma humanidade desolada, que se tornou incapaz de enxergar o sentido de sua existência.
Ora, após o momento da revelação dessa palavra - mioleba - percebi que ela possui sete letras, e que o Criador usou cada uma em seu dia para a criação o mundo. O nosso mundo não é feito de átomos, hologramas, cordas subatômicas ou qualquer outra elocubração da profana ciência, mas sim das letras da palavra mioleba transmutadas e recombinadas de infinitas formas. Elucidarei como elas constituem todo o tempo e matéria existente, e depois partirei para recuperar a língua angélica perdida após a queda da humanidade em barbárie, dessa forma salvando o mundo ocidental de seu terrível destino apocalíptico.
Primeira parte : reconhecimento das letras da palavra mioleba como as letras pelas quais Deus criou o mundo
M - Haja luz : o primeiro dia. Nas mais variadas línguas, a palavra associada à mãe começa por m; o seu som se assemelha ao mais manhoso gemido feminino, o início da vida. A letra m marca, portanto, tanto o início majestoso da palavra quanto do mundo: o ato de dar a luz, tanto a luz do conhecimento e da vida como o dar a luz ao conhecimento e à vida.
I - Faça-se um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas : o segundo dia. A letra i nos lembra um pilar, um firmamento onde duas coisas anteriormente juntas foram separadas. Se a letra m representa o dar à luz, a letra i nos revela o momento imediatamente posterior da afirmação da mãe e do filho como seres separados, mas ainda unidos. Dizemos iii! quando percebemos o início de uma tensão, aludindo a esse delicado momento de ruptura. Na palavra mioleba, o seu som nos leva pela primeira vez a tirar a língua do céu da boca e abrir os lábios em gesto metafórico de nascimento. A letra i marca, portanto, a separação da palavra do mundo, porém sem ruptura de relação afetiva e amorosa entre ambos: sua infância.
O - Ajuntem-se num só lugar as águas, que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra : o terceiro dia. Da letra i para o o, nossa boca se expande; ela representa surpresa e admiração, prazer também repetido no momento do orgasmo, descoberto em nossa puberdade: oooh! o! o! totus floreo!. Após o nascimento em mi, nessa letra acontece o crescimento, o clímax da existência. A representação gráfica dessa vogal nos mostra um espaço fechado, onde as coisas são reunidas para que possam florescer. A letra o marca, portanto, o crescimento tanto do mundo quanto da palavra, o encontro da semente com a terra nas núpcias dos jovens amantes: a adolescência.
L - Haja luzeiros no firmamento do céu, que façam separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais, e para tempos determinados, e para dias e anos; e sejam para luzeiros no firmamento do céu a fim de alumiar a terra : o quarto dia. Perceba que há semelhança entre L e I, pois as duas letras representam gestos parecidos. Na grafia de L no pilar de luz está sobre uma parte da base da letra, enquanto outra permanece escura. Ao dizer L, a nossa língua brevemente reencontra o céu da boca, e depois dele se separa. Após o mundo e o corpo e a palavra terem florescido - afinal, já passou-se o início da vida no planeta, a adolescência e a primeira sílaba - é preciso que os frutos desse crescimento sejam preservados por um agir regrado e periódico. As estações se instalam, o jovem adulto vai da casa ao trabalho, e surge a sílaba que receberá o acento da palavra. A letra l marca, portanto, a consolidação da palavra em relação ao mundo, a vida adulta da linguagem.
E - Produzam as águas enxames de seres viventes, e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. Frutificai, multiplicai-vos e enchei as águas nos mares, e multipliquem-se as aves sobre a terra : o quinto dia. Há aqui uma recapitulação de O, o crescimento, no som vocálico, e uma recapitulação de L, a vida adulta, sobreposta de sua forma de cabeça para baixo e acrescida de um feixe que trafega acima da terra no firmamento do céu, a ave, grafando a letra E. Após o nascimento, a infância, a adolescência e o início da vida adulta, a letra E representa a sobreposição de duas vidas, unidas pelo símbolo da ave, a união, o ser que tem acesso tanto ao domínio dos mares, femininos, quanto da terra, masculino. Usamos e como conjunção: a letra E, portanto, marca a união que precede o recriar do mundo na forma da prole: o momento em que a terra reconhece a vida em seu oposto, o mar, e a linguagem percebe suas limitações no ato de amor.
B - Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis e animais selvagens segundo as suas espécies. Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança: domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra. Frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra: o sexto dia. Graficamente, o B é como se fosse um M de pé; sonoramente, os lábios em ba fazem a mesma explosão que em mio. A criação da espécie se assemelha à criação do universo: ele, antes incógnito, agora será recriado nas mentes humanas. O universo, antes deitado sob a matéria, se levanta para os domínios do espírito e da imaginação. Recapitulando o início, o Criador reinicia e na última sílaba deixa o mundo ao encargo dos homens, filhos de uniões, para que repitam o ciclo de nascimento (M), crescimento (I), florescer (O), consolidação(L), casamento(E) e nova geração (B), perpetualmente.
A - E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito : o sétimo dia. O Criador, cansado, cai adormecido exalando um último aaah de alívio, cansado do canto da palavra.
Em suma, percebemos que a palavra mioleba contém em si, de forma pictórica e pitoresca nas letras e bela e sublime nos sons, uma narrativa gloriosa não só da história do universo mas também da jornada de vida de cada ser humano, infindável máteria primordial para toda a arte humana. Sabemos que os sons de uma canção podem nos trazer toda a sorte de sentimentos que resultam em movimentos em nosso corpo, e o Criador, que Onipresente contém toda a Criação em seu corpo, ao entoar durante o curso de sete dias a palavra mioleba comandou os movimentos da matéria caótica e primordial do Caos a se organizar no Universo que hoje habitamos.
Assim, se fomos feitos a sua imagem e semelhança, nos enaltecemos quando buscamos imitar a sua ação; porém, se dela nos distanciamos, nossas vidas se permeiam de confusão e penúria. As antigas civilizações conheciam a palavra mioleba, e só permitiam em sua linguagem os seus sons, pois eram os únicos usados e vistos como necessários pelo Criador. Após a Torre de Babel, essa regra do ouro fora esquecida, e hoje proferimos todo modo de som profano e agourento.
Segunda parte : reconhecimento da linguagem derivada da palavra mioleba como a língua dos anjos perdida com a queda dos homens e hoje revelada novamente
Visando resgatar meus irmãos à proximidade com os domínios divinos, e restituir a humanidade à glória dos dias antigos das belas campinas orgiásticas repletas de yagé e teonanácatl bem longe das proximidades de göbekli tepe, trabalhei arduamente para reconstruir a linguagem perdida a partir da revelação dessa única palavra.
Isso por si só, porém, não foi suficiente; tive que, novamente, ser auxiliado pelo sopro divino.
Vagando despretensioso por matas, me vi de súbito perdido em uma selva escura e desconhecida. Porém fui guiado em encanto rumo a suave canto melífluo. Deparei-me com ela: segurava uma lira, reclinada ao parapeito de pedregulho em cachoeira, moça nua, de beleza rara e indescritível. Cantou-me, suavemente, enfeitiçando-me com seus olhos que refletiam a copa das árvores:
Uns fileira de cavalos, outros de soldados
e outros de naus, dizem ser sobre a terra negra
A coisa mais bela; mas me responda, decifra esquivo
destas a mais correta, ou lhe encanto ao fundo do rio.
E eu, de pronto, lhe respondi:
Sublime tenta me enganar, ninfa,
Dando-me opções a vias funestas.
Pois sei, destas coisas não há prova
de serem mais belas do que estas:
gororoba, rebimboca, guariroba;
voçoroca e mioleba.
Satisfeita, vi a ninfa mergulhar na água, rindo jovial. Vindo do fundo do lago, ouvi o seu canto; porém, embora confuso, estava convicto de minha resposta como absoluta verdade, e não temi que me seduzisse à morte. Cantava em língua de outro mundo, com voz tão sedutora que nenhum outro homem poderia ouvir e continuar vivo; e percebi, naquelas palavras, a língua perdida dos anjos. Naquele momento, a compreendi; e saí dali sóbrio, embora extasiado, pelo caminho de volta que a ninfa me apontara.
E agora, sem mais delongas, entrego a vós a minha humilde e falha tradução do indescritível canto da ninfa, para que a paz de agora em frente impere eterna entre nós.
Mais alto que os mais altos homens
De grande altura não veio sua queda
Pois conhece não de ontem
Palavra e poema mioleba.
Entrego-lhe a língua angélica, sem ela vós
Entregues à míngua, à ímpia guerra albatroz.
Letras após alfabética ordem conhece de outrora
Mas aquela após letra sagrada, risca sem demora.
Da mais próxima, repita a letra e adicione número um;
E depois desta, siga o segundo, como cardume de atum.
Para o A, terá nenhum,
pois é o descanso merecido;
Para o B, terá dois,
pois é o nascer repetido;
Para o E virão três,
a ave, mulher e seu marido.
E no I, mesmo que B depois,
pois é terra e céu separados;
Além, terá L como A solitário,
E M com um, nasce único;
E O, cresce, ao onze findável.
Esses números cantamos,
dessa forma entoados:
o primeiro vozeie subindo,
o segundo venha descendo.
Ao terceiro, desça e suba;
Ao quarto, suba e o contrário.
Ao quinto, cante alto e estável;
Ao sexto, fique baixo inabalável.
Cinco depois seis darão dez mais um acrescentado,
Até o quinto com ó aberto, até o sexto com ô fechado.
Eia!
Mais alto que os mais altos homens
Mais bem afortunado sobre a terra:
Vá de volta por via vinda, e aclame essa língua
de pura gororoba, rebimboca, guariroba;
voçoroca e mioleba.
E que assim seja.
o6m b1oo3b2ial abo3ab1o
quarta-feira, 27 de abril de 2011
LiveMocha
Livemocha é um site onde você pode aprender mais sobre a língua que desejar falando com pessoas cuja língua materna é essa na qual você está interessado.
São 38 idiomas.
Analogicamente ao last.fm, aqui há uma espécie de chart onde mostra quantos porcento você já fez de tal curso e qual o seu nível em cada idioma (novato, avançado...)
Bom, não sei se vocês já conhecem... Eu já conhecia há uns 3 anos e me lembrei agora, achei legal postar porque sei que alguns aqui curtem aprender outros idiomas... Agora é a oportunidade do Gabriel de aprender de vez holandês rs brinks
enjoy
Nathália
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