Resolvi escrever.
Durante o dia, enquanto estou no ônibus, caminhando, esperando, tentando dormir ou fazendo qualquer outra coisa que só envolva pensar - já que a tarefa principal permite que minha mente transite por outros lugares e assuntos variados – eu crio teorias, soluções, histórias, romances e tudo mais. Mas quando eu resolvo escrever sobre isso tudo, as palavras somem. Não é falta de leitura, eu acho. Eu só não consigo colocar em prática aquilo que eu pensei. Também não é falta de imaginação. Imaginação e sonhos são o que eu mais tenho. Já que a realidade às vezes deixa a desejar.
Enfim, resolvi escrever e não sei o assunto ainda. Tudo o que vêm a minha cabeça, transformo em palavras. Antes eu pensei: “É melhor escrever no papel ou direto no computador?”. Escolhi o papel. Um caderno velho de química e uma caneta preta. É tão bom riscar aquilo que tu não gostou. Eu risquei algumas coisas, eu ainda consigo vê-las e mesmo assim eu não preciso levá-las em consideração. É assim que acontece na vida. A gente faz as coisas “à caneta” e não tem corretivo, borracha ou “botão de delete” que apague de nossa memória. A gente só pode riscar e evitar não errar de novo, nem levar em consideração quando for passar a limpo. E agora eu lembrei das regras. Onde colocar as malditas vírgulas, eu nunca sei; quando usar ponto final; introdução, desenvolvimento e conclusão. Tanta coisa pra lembrar e tu ainda tem que ser criativo?? Que pesadelo. Ta aí uma metáfora bem bonitinha que pode ser melhor analisada. Escrever x viver. O importante é o conteúdo ou a estética? Os dois são importantes, tem que ter o equilíbrio, tentar chegar perto da perfeição, entre outras coisas mais.
E a conclusão eu não sei, apenas resolvi escrever e só o que surgiu foi uma metáfora.
Juliane