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domingo, 12 de fevereiro de 2012

The world's oldest love poem


Bridegroom, dear to my heart,
Goodly is your beauty, honeysweet,
Lion, dear to my heart,
Goodly is your beauty, honeysweet.
You have captivated me,
Let me stand tremblingly before you.
Bridegroom, I would be taken by you to the bedchamber,
You have captivated me,
Let me stand tremblingly before you.
Lion, I would be taken by you to the bedchamber.
Bridegroom, let me caress you,
My precious caress is more savory than honey,
In the bedchamber, honey-filled,
Let me enjoy your goodly beauty,
Lion, let me caress you,
My precious caress is more savory than honey.
Bridegroom, you have taken your pleasure of me,
Tell my mother, she will give you delicacies,
My father, he will give you gifts.
Your spirit, I know where to cheer your spirit,
Bridegroom, sleep in our house until dawn,
Your heart, I know where to gladden your heart,
Lion, sleep in our house until dawn.
You, because you love me,
Give me pray of your caresses,
My lord god, my lord protector,
My Shu-Sin, who gladdens Enlil's heart,
Give my pray of your caresses.
Your place goodly as honey, pray lay your hand on it,
Bring your hand over like a gishban-garment,
Cup your hand over it like a gishban-sikin-garment.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estátuas

Com o passar do tempo,
certas pessoas viram estátuas,
e é preferível perfurá-las (as estátuas),
e sentir tocar na alma suas fagulhas de pedra
do que largá-las à corrosão das chuvas.

(Arthur)

sábado, 19 de novembro de 2011

Acapella


Teus olhos me divertem.
Diz, quando está de bom humor.
O homem agora ajeita seu chapéu
E arranca um sorriso da garota.

Ambos pintam o sinuoso quadro
O pequeno e apertado quadro
Esboçado em verniz
Que a rua de nome-de-flor emprestou.

Você paga a conta,
Ele começou.
Jamais,
Ela nunca se cansava daquilo.

Ela pensa que ele é um artista.
Ele, que ela é duplamente ingênua.
Ambos seguem por um caminho
Ambos conhecem-o.

Seus olhos se encontram, uma vez que outra.
Jamais aqueles olhos azuis foram cativados
É evidente, ele sorri sozinho.
Ela, curiosa, tenta usar o cabelo.

É que ele amava o jeito que ela tocava no cabelo.
Quero algo diferente hoje,
Depende,
Você que sabe.

O caminho foi alterado
Mas será que não continuou?
Algo lá, bem no fundo, espectral
Faz o que todo domingo é de costume...

Ela acorda tarde.
Acorda faminta.
Acorda esquecida.
Quero ir para casa,

Ele, continua a apertar
Que lindo pescoço!
Que boquinha vermelha!
Que biquinho mais fino…

Ela grita.
Ele geme.
(Dá para ouvir os sons do outro caminho)
Ele termina acariciando, devagar, as mechas louras.

(Agora os fantasmas se despedem, 
ele feliz, esperando a próxima vez,
a vez que de tão intensa
ela vai entender...)