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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Não sei

Resolvi escrever.

Durante o dia, enquanto estou no ônibus, caminhando, esperando, tentando dormir ou fazendo qualquer outra coisa que só envolva pensar - já que a tarefa principal permite que minha mente transite por outros lugares e assuntos variados – eu crio teorias, soluções, histórias, romances e tudo mais. Mas quando eu resolvo escrever sobre isso tudo, as palavras somem. Não é falta de leitura, eu acho. Eu só não consigo colocar em prática aquilo que eu pensei. Também não é falta de imaginação. Imaginação e sonhos são o que eu mais tenho. Já que a realidade às vezes deixa a desejar.

Enfim, resolvi escrever e não sei o assunto ainda. Tudo o que vêm a minha cabeça, transformo em palavras. Antes eu pensei: “É melhor escrever no papel ou direto no computador?”. Escolhi o papel. Um caderno velho de química e uma caneta preta. É tão bom riscar aquilo que tu não gostou. Eu risquei algumas coisas, eu ainda consigo vê-las e mesmo assim eu não preciso levá-las em consideração. É assim que acontece na vida. A gente faz as coisas “à caneta” e não tem corretivo, borracha ou “botão de delete” que apague de nossa memória. A gente só pode riscar e evitar não errar de novo, nem levar em consideração quando for passar a limpo. E agora eu lembrei das regras. Onde colocar as malditas vírgulas, eu nunca sei; quando usar ponto final; introdução, desenvolvimento e conclusão. Tanta coisa pra lembrar e tu ainda tem que ser criativo?? Que pesadelo. Ta aí uma metáfora bem bonitinha que pode ser melhor analisada. Escrever x viver. O importante é o conteúdo ou a estética? Os dois são importantes, tem que ter o equilíbrio, tentar chegar perto da perfeição, entre outras coisas mais.

E a conclusão eu não sei, apenas resolvi escrever e só o que surgiu foi uma metáfora.


Juliane

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quanto a escrita...

A produção textual é marcada pela visão de um velho preconceito de "só escreve-se por obrigação ou então por ofício". Muitos jovens não se dão ao trabalho de produzir bons textos e apurar sua capacidade argumentativa, e quando chegam perto da etapa pré-universitária, crêem ser só um pré-requisito para almejar o cargo desejado, esquecendo-se do real valor da escita.
Num mundo marcado por um cotidiano apressado, cheio de informações e deveres, é de se esperar que nem todos reservem um tempo para desenvolver habilidades diferentes. Vários preferem viver sua vida social de uma forma intensa do que se concentrar em problemas que o cercam ou ainda sobre si mesmo. Por isso é que se vê tanta indiferença quanto ao próximo e pessoas desprovidas de sentido. falta-lhes algo, falta sensibilidade. A sensibilidade que as artes podem oferecer são de extremo valor, onde aperecebe-se que elas enriquecem a cultura do mundo e daqueles que a possuem.
Uma das artes, é a escrita. Ela se manifesta através de várias formas, como, literal, dissertativa, científica, dentre outras. Bem, mas o que se espera de uma nação que, de acordo com os dados, cerca de 12% ainda são analfabetos e outros 30% são analfabetos funcionais - capazes de ler textos sem saber interpretá-los? Seria difícil então um estímulo da parte de pais de famílias carentes que seus filhos escrevam, quando nem os mesmos, são aptos a tal prática. Quanto àqueles que tem todas as ferramentas, o hábito de escrever não é algo que é visto como importante, sendo deixado de lado e apenas lembrado quando se quer passar numa universidade federal.
Mas, enganam-se os mesmos. O ato de escrever, já mudou muitas coisas na vida das pessoas, sendo a mensagem trasmitida através da poesia ou da música. E quanto ao ato de dissertar, que melhor maneira de se pôr as idéias de uma forma clara e coesa? Quanto mais se escreve, mais se aprende a gostar e se instiga a produzir textos melhores. Tal argumentação também pode abrir caminhos durante vários momentos da vida, pois exercendo a capacidade de pensar sob vários ângulos, rompemos com paradigmas que foram previamente estabelecidos ou ainda vemos as coisas sob uma nova e bela ótica. Um jeito de começar a praticar é por exemplo, inciar um blog, expondo suas idéias para então aprofundando-as.
Mesmo que um terço dos jovens ainda não frequëntem o ensino médio, essa procura por uma universidade mais concorrida pode abrir o panorama da vida de muitos que começam a estudar e querem levar uma vida menos medíocre. Por fim, espera-se que aqueles que procuram o ofício de escrever por segundas intenções, compreendam o real poder que a palavra possui; sendo assim cada vez mais possível vislumbrar uma sociedade de indivíduos cultos e pensantes.



Gabriel

Obs: não consigo colocar parágrafos, se alguem conseguir fazer isso pra mim :)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Proponho um jogo

É mais ou menos assim: uma pessoa posta uma imagem qualquer, e a próxima pessoa que ver aquela imagem tem que escrever um texto (pode ser pequeno, pode ser grande) inspirado nela. E essa mesma pessoa que tiver escrito o texto, vai colocar uma outra imagem e assim o jogo continua.



Eu começo:


Epifania

Não adianta. Aquele sol escaldante, aquela maldita cidade sem ninguém. Ainda duvido se estaria mesmo acordado. Quando penso nisso, todavia, o corte começa a doer irracionalmente, uma dor lacinante que me faz lembrar que nada daquilo foi sonho. Tudo o que queria era tirar aquele paletó, estava quase cozinhando dentro dele. Meu corpo pegava fogo com uma intensidade nunca experimentada de onde eu vim, já não sabia se era efeito da perda de sangue ou ainda do calor. O que eu sabia ao menos, era que devia só seguir em frente. Se eu tirasse o paletó, estaria tudo perdido, toda aquela viagem seria em vão. Talvez meu propósito de minha existência estaria em risco.
Então eu vi, já chegava cada vez mais perto do meu destino. Olhei para baixo e minha sombra se projetava sob aqueles paralelepípedos de cor quase morta, cinzas, como tudo naquele lugar era: sem nenhum tipo de vida. O homem agora havia me reconhecido ("ainda que com o chapéu!" eu pensava) e agora acenava. O momento seguinte era que iria decidir todo o rumo da história. Quando me aproximei dele, sabia: Era tudo ou nada.

Gabriel