Vniversale descrittione di tvtta la terra conoscivta fin qvi

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oh Brave new world!


O condicionamento é a base do indivíduo feliz. Basicamente a frase encerra a idéia geral do livro. Ao mesmo tempo que
Admirável Mundo Novo nos propõe uma civilização onde "agora todos somos felizes", ele mostra o preço pago por uma vida semi-paradisíaca mas nula de liberdade individual e propósito senão o prazer. Deus não existe mais, a data é contada desde o aparecimento das idéias de produção de Ford (E interjeições como "Oh Ford" "Por Ford!" são corriqueiras), a libertinagem sexual é estimulada desde a mais terna idade ("afinal, cada um é de todos"), não há literatura e nem a arte é mais usada, pois não responde aos ideiais de uma sociedade condicionada. Até os pais ("que obsceno!") desaparecem; todos são feitos por inseminação artificial, enfrascados num "bocal" e ao nascer ficam sob cuidados do governo. Outro aspecto interessante é a sátira feita pelo autor utilizando nomes importantes como "Lenina", "Bernard Marx" dentre outros. Estes dois são o passaporte para mostrar o dia-a-dia na Londres Central, seus cinemas sensíveis e ah! Como esquecer do soma? "meio grama para um descanso de meio dia, uma grama para um fim de semana, dois gramas para uma excursão ao esplêndido oriente e três para uma sombria eternidade na lua" Droga tão poderosa quanto o álcool e a religião, exceto que não possui seus respectivos efeitos colaterais. É também introduzido o personagem Selvagem, que não se dá bem na reserva que vivia como se choca com os horrores da nova civilização. Este é para nós em muitos momentos o único são da história, e portanto uma espécie de manifestação do leitor perante a vida no admirável mundo. Estes e outros absurdos fazem do livro de Huxley terrivelmente viciante (ou pneumático), pois além de estabelecer uma analogia com o mundo contemporâneo nos faz refletir também acerca das conseqüências de uma industrialização sem freios.


Gabriel

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Acredito no amor

Eu acredito no amor. Acho que ele resume tudo o que o homem pode fazer de bom. O amor é capaz de construir grandes felicidades, e destruir grandes desgraças.

Mas, num mundo cruel e hostil, ser amoroso requer coragem. Irão te machucar para provar que o amor machuca. Mas o amor nunca fere. O que fere é a não correspondência a ele. O que fere também é o incômodo de quem não consegue ser feliz.


O que também fere muito é o desapontamento causado por quem disse te amar, mas não te amava. Mas as decepções servem pra mostrar que não podemos confiar em todos, mas NÃO prova que o amor inexiste.


Eu amo você, e por isso te falo isso. Conte comigo, pois em mim reside a prova de que o amor existe. :)


por Charlie Dalton




OBS: Charlie será *espero que ele tope ser* o mais novo contribuidor do rand, ele já possui um blog que vale a pena darem uma olhada! http://www.observoeescrevo.blogspot.com/

Parabéns Charlie, pelo seu texto, e seja bem-vindo ao randomicoteca!

Sinta-se livre para ser um autonomo contribuidor ou apenas um "tapa-buraco" que também é digno, seja como for.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Universidades e Evolução

Preparamo-nos o ano todo para essa série de provas. Mesmo que não tenhamos ido bem o suficiente, sinto que é uma coisa muito leviana e que não pode ser encarada como o fim do mundo no caso de não passarmos. A prova não “mede” inteligência, talento, virtude ou qualquer outro atributo que nos faz seres humanos melhores. O pior é que para alguns (geralmente quem disputa um curso muito difícil) se não passou é como se o mundo estivesse prestes a desabar, que todos os esforços e privações foram em vão e podendo até entrar n’algum nível depressivo. Aí que eu puxei uma aula de biologia que tive esse ano sobre evolução, onde o Darwin dizia que a Seleção natural gera Competição que gera Variabilidade Genética. Esse era o processo da teoria evolutiva, e um bordão que as pessoas acreditavam que decorria disso era “na natureza, os mais fortes sobrevivem” mas a realidade é que não são os mais fortes, inteligentes e etecetera, e sim os mais adaptados. E o que seria o vestibular senão uma espécie de seleção natural? Desta forma somente aquele que fosse o mais apto para realizar a prova (lembrem-se que ela é quase 50% concentração!) e tivesse assimilado mais conteúdo tem mais chances de sair bem sucedido. E pensando ainda de uma maneira um pouco mais fria, estes bem sucedidos também passariam seus genes aos descendentes - o Q.I. é uma herança genética - o que aumentaria o potencial dos mesmos de se darem bem naquele ambiente. Acredito que a banca deve ter isso em mente, o que acentua à história um toque maquiavélico; mas é a única forma de assegurar que não entrem qualquer um, somente os merecedores. Ao menos em tese.



Gabriel

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Não é o fim de tudo agora.

Lembrem-se que não é por que não passamos que nada mais tem sentido, ou ainda que tudo está perdido.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mémoires

Fragmento 1
Trensurb. Lembro-me de quando era pequeno e pela primeira vez (ou ao que minha memória permite recordar) andei de trem em poa. Foi com meus avós, e lembro que estava super animado ao ver pelas janelas sujas de um trem atrolado de gente os trilhos e as pessoas que seguiam seu rumo caminhando com pressa. É (apesar de talvez não fazer nenhum tipo de alusão a isso) uma das melhores recordações com meus queridos avós.


Fragmento 2

Por que será que as pessoas tem necessidade de dizer "saúde", "Deus te abençoe" - que palavra escrita estranha! ergh - dentre outras expressões quando tossimos e/ou bocejamos? Desde cedo nunca havia me familiarizado com esse dito mecanizado, sempre estranhei que ao tossir, e mais ainda bocejar, dissessem tais confortos. Ora, tossir é algo tão normal, não? O mais intrigante foi, em certa ocasião, estar numa fila e uma pessoa que não me conhecia tossira, e ao me ver não dizer nada exclamou com a maior descontração: "Nem 'saúde' me deste!".


Fragmento 3

Seria clichê demais adicionar mais algum comentário ou coisa similar aos dois anteriores só para completar a ansiada tríade, mas que ainda essa semana soube algo acerca: meu professor de História, comentou que o número "3" é visualizado (ainda que no inconsciente coletivo) como um número divino e representante da estabilidade, e ser esse um dos motivos para que principalmente na política, dentre outros ramos, organiza-se as hierarquias ou a síntese das mesmas sob essa disposição (Regência trina, Poder legislativo, judiciário e executivo, etc), fato no mínimo curioso.




Gabriel

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Capriccio, em teu nome.

Acaso tu estejas mesmo por aí, sei que me lês
E assim, sei que me vês e sei que me entendes.

Perante à madrugada, me contenho
E a ti, transcrevo estes versos de minha sóbria moral
Peregrinando por poucas memórias e vagos desejos
Me ilumino, e capricho, em teu nome.

Se te julgas por pisar sobre falsa realidade,
pergunta por onde andas a ti mesmo
Pois a calma vem a hora errada, tão zonza,
e quando cai te desarma feito praga!

Vivente, não te enganes, pois sei donde vens!
Volta ao elo das almas corajosas e de boa vontade.
Deita sobre o berço do teu anjo-amigo,
para que este o tenha em seu relicário sagrado.

E por fim, presta atenção nestas palavras, porque nelas te entrego um aviso:
Rejubila!
Sei que em braços fraternos, encontrarás juízo.


Arthur Wilkens

postagem original: http://portapoesia.blogspot.com/2010/11/capriccio-em-teu-nome.html