Vniversale descrittione di tvtta la terra conoscivta fin qvi

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Retrato (mini-conto)

Ela mantinha seus breves momentos, em que, contida, rastejava o olhar pelo canto dos olhos, os quais eram azulados e magníficos, que logo caíam sobre a mesa. Bebia um pouco do chá, enquadrando numa doce moldura o silêncio inoportuno. Por um ínterim, pensei: a lembrança é a ideia que temos de um passado. Já o agora não constitui ideia alguma: aquilo não constituía ideia alguma, não naquele momento. As coisas só ganham sentido moral quando paramos para pensar sobre elas. Não era o caso: aqueles minutos não marcavam o tempo: me atingiam como um sentimento cristalino, sabendo que, sem adentrar em bifurcações perigosas de sua moral insegura, ela sentiria o que eu queria que sentisse.


Arthur Wilkens

http://portapoesia.blogspot.com/2010/10/retrato.html


obs: mudei o layout, espero que também tenham gostado.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bichos fodas


Colocarei aqui breve descrições de animais curiosos e fotos.

1º. Ratel

-Ele é um dos animais mais destemidos

- O ratel ataca e mata basicamente qualquer coisa que se movimente: demora apenas 15 minutos para ele comer uma cobra de 1,50m.

- É inteligente e acha os pontos fracos do oponente rapidamente.

- Quando confronta outro macho da espécie, ele ataca os testículos.

- Nem animais astutos como leões e leopardos tentam atacá-lo.


2º. Cavalo-Marinho

- O cavalo marinho é um peixe;

- Possui cabeça alongada com filamentos que lembra crina de cavalo;

- Nada na vertical;

- Enfim, é true.


3º. Kiwi

- Típico da Austrália;

- É uma ave que choca seus ovos internamente, ficando ainda mais roliço;

- Tem a forma e a pelagem semelhantes a fruta de mesmo nome.



4º. Équidna

- Ele é um dos únicos mamíferos que põe ovos;

- Lembra bastante um porco-espinho, ainda que sejam estruturalmente diferentes;

- É encontrada na oceania.


(As fotos são de filhotes)


5º. Ornitorrinco

- Assim como o équidna, essas duas espécies compõem essa rara exceção aos animais mamíferos;

- Possui um bico com o qual caça seu alimento (peixes, camarões, etc);

- Ele possui glândulas mamárias, mas o leite escorre pelo seu peito (desprovido de seio) e portanto o filhote precisa lamber essa parte da mãe para alimentar-se.


6º. Água-viva Turritopsis Nutricula

Não é uma hipérbole, ela é realmente imortal.

- Ela é tão rara que nem nome comum tem, só dá pra chamar pelo nome científico.

- Ela faz Benjamin Button parecer um amador: após atingir a maturidade, essa água-viva regride a condição de pólipo. Esse ciclo acontece permanentemente.

- Apesar de ter apenas 5mm, são muito especiais para os cientistas que procuram nela o elixir da juventude.




Gabriel

Bumba meu boi


O Bumba Meu Boi é tido como uma das mais ricas representações do folclore brasileiro. Segundo os historiadores, essa manifestação popular surgiu através da união de elementos das culturas européia, africana e indígena, com maior ou menor influência de cada uma dessas culturas, nas diversas variações regionais do Bumba Meu Boi. Existem festas similares em Portugal (Boi de Canastra) e no Daomé (Burrinha).

O documento mais antigo de que se tem notícia a respeito do Bumba Meu Boi é datado de 1791, e foi escrito pelo Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama, num jornal de Recife.

A festa do Bumba Meu Boi constitui uma espécie de ópera popular. Basicamente, a história se desenvolve em torno de um rico fazendeiro que tem um boi muito bonito. Esse boi, que inclusive sabe dançar, é roubado por Pai Chico, trabalhador da fazenda, para satisfazer a sua mulher Catirina, que está grávida e sente desejo de comer a língua do boi. O fazendeiro manda os vaqueiros e os índios procurarem o boi. Quando o encontram, ele está doente, e os pajés são chamados para curá-lo. Depois de muitas tentativas, o boi finalmente é curado, e o fazendeiro, ao saber do motivo do roubo, perdoa Pai Chico e Catirina, encerrando a representação com uma grande festa.

O boi é a principal figura da representação. Ele é feito de uma estrutura de madeira em forma de touro, coberta por um tecido bordado ou pintado. Nessa estrutura, prende-se uma saia colorida, para esconder a pessoa que fica dentro, que é chamada de "miolo do boi". Às vezes, há também as burrinhas, feitas de maneira semelhante ao boi, porém menores, e que ficam penduradas por tiras, como suspensórios, nos ombros dos brincantes.

Todos os personagens são representados de maneira alegórica, com roupas muito coloridas e coreografias.

As brincadeiras de Bumba Meu Boi acontecem defronte à casa de quem convidou o grupo, e que patrocinará a festa. Embora surjam variações de uma região para outra, normalmente as apresentações seguem uma ordem. Primeiro, canta-se uma toada inicial, que serve para juntar e organizar o grupo, antes de ir para a casa. Em seguida, entoa-se o Lá Vai, uma canção para avisar ao dono da casa e a todos que o boi deu a partida. Depois disso, vem a Licença, em que o boi e o grupo se apresentam, entoando louvores a santos, a personalidades e a vários outros temas (natureza, personagens folclóricos, etc).

Começa, então, a história propriamente dita, e ao final da apresentação, o grupo e a platéia cantam juntos O Urro do Boi e a Toada de Despedida.

Em algumas regiões do Norte, o boi é morto simbolicamente . O vinho representa o seu sangue, e sua "carne" (o manto que envolve a armação de madeira) é repartida entre os espectadores e participantes da festa. Para a próxima festa, outro manto será feito.

A música é um elemento fundamental no Bumba Meu Boi. O canto normalmente é coletivo, acompanhado de matracas, pandeiros, tambores e zabumbas, embora se encontrem, em raros casos, instrumentos mais sofisticados, como trombones, clarinetas, etc.

No Norte e no Nordeste do Brasil ainda se encontram grupos organizados de Bumba Meu Boi, muitos deles formados por famílias que se esmeram em manter a tradição. As representações não têm época fixa para acontecer, e podem ser feitas para comemorar qualquer acontecimento marcante do lugar.



Nathália

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Crocodilo escapa e é considerado culpado de acidente aéreo







Um voo de rotina na República Democrática do Congo virou uma catástrofe após um crocodilo escapar da mala de um passageiro. De acordo com o único sobrevivente humano do acidente, os passageiros em pânico correram para o cockpit, e o piloto perdeu o controle do avião.


As primeiras informações do acidente especulavam que o avião tinha ficado sem combustível e “não conseguiu fazer um pouso ideal”, mas a aparente verdade é muito mais bizarra. Tudo indica que um dos passageiros do voo privado estava escondendo um crocodilo em sua mala, até que o animal escapou:



As aeromoças, assustadas, correram em direção ao cockpit e foram seguidas pelos passageiros. O avião ficou instável, apesar dos esforços desesperados do piloto.


20 pessoas morreram no acidente. O crocodilo sobreviveu, mas foi executado com um facão. [MSNBC]


Foto por Karen Givens/ShutterStock


Por: Arthur Raio


Fonte: www.gizmodo.com.br


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os Onbros Supórtam o Mundo

Chega um tenpo em que não se dis mais: meu Deus.
Tenpo de abssoluta depurassão.
Tenpo em que não se dis mais: meu amor.
Por que o amor rezultou inútil.
E os olhos não xoram.
E as mãos tessem apenas o rude trabalho.
E o corassão está seco.
Em vão mulheres baten a porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sonbra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada espéras de teus amigo.
Pouco inporta venha a velice, que é a velice?
Teus onbros suportam o mundo
e ele não peza mais que a mão de uma crianssa.
As guérras, as fomes, as discuções dentro dos edifícios
provan apenas que a vida prosegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, axando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Xegou um tempo em que não adianta morrer.
Xegou um tempo em que a vida é uma orden.
A vida apenas, sem mistificassão.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fragmentos Perdidos (Despedida)

Amigo de anos eu diria,

Sem que a amizade permanecesse pura

Pois o tempo imundo à suja

Suas idéias, agora tão distintas

Onde estará nossa velha alegria?


Sinto, me caro, em lhe dizer

Não és mais o mesmo

Como mim tampouco

Porém, por que tão rude e seco

É como me tratas e vês com sufoco?


Nunca sei quando lhe agrado

Quando sua face exprime verdadeiro gozo

Sua máscara, se faz discreta

E esconde o familiar rosto…

Outrora querido, por suposto


Surgirão com o tempo, muitos amigos

Mas peço-te para que não se enganes

Com certos plásticos e superficiais

Sejam eles quem tu ames

Não deixes te magoar por tais


A saudade se faz eterna

Os fragmentos de felicidade completam

A carta que sem coragem escrevera:

Te prezo muito, meu amigo.

Só espero que radiante lembres

Tudo o que já passaste comigo!



Gabriel