Vniversale descrittione di tvtta la terra conoscivta fin qvi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Escrevo

Escrevo agora a pedido da alma
Em contemplação ao caminho que me levou até ela
Escrevo estas palavras tão incertas e infinitas
Escrevo coisas que morreriam em mim
Se aqui não fossem escritas

Arthur Wilkens

sábado, 7 de novembro de 2009

Alguma paródia sem sentido leva ao nada

Hoje, enquanto a chuva cai,
E o calor se abrasa em meu corpo,
Penso no que pensam que eu penso
Pensando pensamentos úmidos e untuosos

Alguns deles reprimidos por normas
Outros se manifestam feito gotas de água
Onde se sabe que quando uma gota cai
Prepare-se, logo virá a torrente

A tempestade de palavras que se faz
De dentro para fora
É bagunçada, lamacenta e encardida
Falta-lhe tempo para que se as lavem uma a uma

E quando elas se sentem limpas, secas e confortáveis
Quando estes sorrisos são bordados em suas caras de tinta
Tento logo acabar-lhes com sua felicidade,
Atiro as contra a parede, mandando as trabalharem

Por que não me obedecem suas imundas?
Eu as pergunto.
Nada, apenas silêncio é o que recebo em troca
Onde estão vocês? Ainda existem?
O desespero é grande, e o medo de ficar só paira sobre mim

Então, logo, uma por uma,
Elas vão formando uma estranha frase:
Acorde seu tolo,
Não vês que dormes na chuva?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O curioso caso de Benjamin Button




vcs gostaram desse filme? assisti ontem pela segunda vez e acho muito bom (nota 9,9), sinceramente, a história é um tanto triste porém adorável na minha opinião

proponho um debate nos comentários.
Arthur


sábado, 31 de outubro de 2009


Porquinho que já foi nosso tamplete.
Pense nele quando você ver alguém comendo carne de porco e reflita.

;*

domingo, 11 de outubro de 2009

Em rumo as 100 postagens

Postando pra contribuir e pedir a opinião sobre essa dissertação que ajudei a escrever:



Através da nossa história, o homem passou a dar grande valor ao dom da escrita,sendo este o principal fator que contribuiu com a evolução da espécie.
Os livros sempre foram nossas maiores fontes de conhecimento
e possibilitam ao homem diversas maneiras de compartilhar seus conhecimentos e manifestos sobre o mundo.

Já nos tempos modernos, outros meios de comunicação como a Internet, expandiram as possibilidades das pessoas de terem acesso a todo tipo de informação. Não é mais necessária a obtenção de um livro físico para existir a leitura e o conhecimento. As novas possibilidades são relativamente fantásticas e facilmente recebidas pela maior parte da população.

A existência de materiais com capacidade de armazenamento extremamente seguras não se relacionam com os livros disponibilizados na rede de computadores. Um erro de sistema ou imprevisto, até mesmo causado por algum fenômeno natural, poderia dar perda total a uma quantidade indescritível de dados.

Visando esse risco, a população deveria se conscientizar da importância do livro como objeto a ter em mãos. Vivemos em um mundo onde nem todos tem acesso a computadores e internet,
não podemos assim, imaginar livros eletrônicos em países subdesenvolvidos como única fonte de ensino. Entretanto, ainda é cedo para afirmar se o livro eletrônico será uma continuação moderna do livro típico ou se será apenas uma variante. Pois mesmo com a expansão desse novo meio de leitura, a maioria ainda dá preferência à leitura convencional.

Pouco a pouco, devemos acreditar que em algum dia não tão distante,
a humanidade aprenderá a controlar melhor a utilização da Internet.
Nesse dia, as pessoas valorizarão mais a vida como um privilégio natural e poderíam, sem maiores preocupações futuras, desfrutar do que há de melhor sem depender somente da tecnologia.


Arthur

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Felicidade em questão

Aqueles que dizem precisar de outros para serem felizes , deveras não o são. Talvez sejam apenas alegres, no tempo em que o convívio com o outrem nutra sua mente de distrações, sentimentos efêmeros e que obstrua a visão para o vazio existente nas mesmas.

Muitos dizem que o ser humano é um animal social, em parte tal afirmação não deixa de conter veracidade, mas o fato é que ele precisa dos outros para sua sobrevivência, ou seja, uma troca de favores que fará com que a maioria tenha suas necessidades supridas. Movidos a um sentimento primitivo de perpetuação da espécie, este ser tem suas relações com seus parceiros um tanto mais complexas, devido a seu organismo em si ser mais desenvolvido (os animais, por exemplo, desprovidos de qualquer sentimentalismo, largam seus parceiros após acabarem de criar a prole para que haja uma maior variedade de seus descendentes). O único problema é que os sentimentos - por mais nobres e puros creemos que sejam - que nos são concedidos acerca deste impulso, nada mais são do que artificios que a natureza criou para que o ser humano sinta uma satisfação maior do que o prazer por si próprio.

O que dizer ainda da amizade? Analizando-a crua e nua, ela tanto nos convêm como forma de ter aliados da mesma espécie, como também meio para que possam ser desenvolvidas nossas habilidades de sobrevivência, através da troca de experiências dos indíviduos. A questão é que ela também retoma o assunto inicial do texto: Quando se está sozinho, se sente menos sozinho com outro. É apenas este o ponto, esse é o porquê de nós não conseguirmos ficar muito tempo sozinhos, pois quando se está pensando em assuntos não tão alegres e que estão acima da nossa compreensão, nos sentimos deprimidos, sem muito propósito.

Talvez toda esta situação mude quando aprendermos quem realmente somos. Talvez nunca aprenderemos quem nós somos. Mas se isso fosse possível, tal fato apenas traria à tona outra questão: Sendo nós ainda sob a condição humana seres em grande parte enigmáticos, como poderiamos ser simples ao ponto de nós mesmos compreendermo-nos?

José de Freitas

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O blog não morreu, não pra mim.

Imagens

Toda vida pensando
Em como pensamos tanto
Imaginando
Sonhando
Lembrando
Daquilo que uma vez foi
Daquilo que nunca vai ser

Noites em claro esperando
Ansiosos com imagens
De uma vida feita de sonhos
Vestidos como verdades

A vida simplismente existe
Um milagre?
Um mistério?
E por que não um sonho?

Meio-sonho meia-vida
Mais sonho que vida
Mais vida que sonho

Enchendo-se de inútilidades
Para preencher um vazio
Que às vezes teima
Perambular pela alma

Guardado à sete chaves
Ímpieto que faz perguntar
Por que vivemos?
De onde somos?
Para onde iremos?
Coisas difícies de lidar

Um portão
Um caminho
Uma história
Olhamos para trás
E ao fim a pergunta que nunca cala:
Valeu a pena?

Gabriel