Vniversale descrittione di tvtta la terra conoscivta fin qvi

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Matriz empírica

Posso encontrar em mim um poço de sabedoria. Com um trabalho de auto-conhecimento bem dirigido, desvelo em mim mesmo coisas que nem imaginaria serem possíveis de compreender. E elas estão aqui, latentes em mim. Sei que boa parte - se não toda, numa hipótese ateísta - da água da qual eu desfruto provêm de uma fonte externa; é produto daquilo que assimilei e se aloja no meu subconsciente. Entretanto, por um acaso, toda essa água misturada e levada ao copo não foi retirada do meu próprio poço? Puxada pelo meu esforço? Não entra aqui, em jogo o fenômeno psíquico da singularidade? Pois sim, qualquer um - alguns em maior ou menor escala - dispõe da mesmíssima chuva que eu aqui aponto. Isto não significa, claro, que eles vão saber enriquecer esse líquido com os aditivos guardados de outras tempestades, da mesma forma como sucedeu a mim. O que eu quero valorizar aqui é a labuta de trazer à luz as águas de nossas mentes tormentosas. Nem sempre o dono do poço tem sede. Assim como nem sempre consegue o insight necessário para que ascenda o balde. A corda é um misto de criatividade com persistência.
A mão que puxa a corda e o poço do qual ela se abstêm não encontrará equivalência igual em todo o mundo.



Gabriel

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pode não parecer, caros leitores menores de 14 anos, mas crianças são pessoas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

(des)futuro

não sei quem és,
mas tenho um vício:

adoro a minha torpe paixão, secreta.
e em verdade às vezes me castigo.
não sei porque tu me desviou.

perco meu tempo, não precisa admitir.
desconfio da calmaria, ela me é estranha.
suspeito qualquer desistência.

tu me confortas.
quando eu vejo a tua beleza
me vem em mente todos os clichês sentimentais de um ser humano.

(e não sei o que escrevo,
e rio desse monólogo torto, de verso esquisito)

tu és a minha dádiva.
tu és infinita.
e nunca vai deixar de ser.
tu és inatingível porque não te quero!

(engole este poema, porque ele é teu)

Pedra rara

Tu é essa pedrinha
preciosa e brilhante
que eles tanto chamam de
diamante!

Ass.: Gabriel Engelman

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Revelação de mioleba como palavra predestinada a salvar a humanidade

Revelação de mioleba como palavra predestinada a salvar a humanidade

Após termos reconhecido a palavra mioleba como a melhor palavra já inventada pela civilização ocidental, podemos abordar suas implicações teológicas como manifestação da essência divina na Terra. João diz que "a palavra se tornou carne e passou a caminhar entre nós" ( 1:14 ) e em várias partes das escrituras vemos a Logos se tornar a matéria que nos cerca. Permanece, porém, como segredo perdido essa palavra perfeita, perdida após Babel, que tornava óbvia a relação entre o domínio divino e humano. Dela se derivava a língua dos anjos, que na boca dos homens propagava o amor e a concórdia entre as civilizações. Após o momento em que ela foi perdida, a maldita perfia dos judeus, os mouros atrevudos, o ateísmo, a masturbação compulsiva, ritmos musicais de mau gosto e a confusão das línguas tomaram conta de uma humanidade desolada, que se tornou incapaz de enxergar o sentido de sua existência.

Ora, após o momento da revelação dessa palavra - mioleba - percebi que ela possui sete letras, e que o Criador usou cada uma em seu dia para a criação o mundo. O nosso mundo não é feito de átomos, hologramas, cordas subatômicas ou qualquer outra elocubração da profana ciência, mas sim das letras da palavra mioleba transmutadas e recombinadas de infinitas formas. Elucidarei como elas constituem todo o tempo e matéria existente, e depois partirei para recuperar a língua angélica perdida após a queda da humanidade em barbárie, dessa forma salvando o mundo ocidental de seu terrível destino apocalíptico.

Primeira parte : reconhecimento das letras da palavra mioleba como as letras pelas quais Deus criou o mundo


M - Haja luz : o primeiro dia. Nas mais variadas línguas, a palavra associada à mãe começa por m; o seu som se assemelha ao mais manhoso gemido feminino, o início da vida. A letra m marca, portanto, tanto o início majestoso da palavra quanto do mundo: o ato de dar a luz, tanto a luz do conhecimento e da vida como o dar a luz ao conhecimento e à vida.

I - Faça-se um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas : o segundo dia. A letra i nos lembra um pilar, um firmamento onde duas coisas anteriormente juntas foram separadas. Se a letra m representa o dar à luz, a letra i nos revela o momento imediatamente posterior da afirmação da mãe e do filho como seres separados, mas ainda unidos. Dizemos iii! quando percebemos o início de uma tensão, aludindo a esse delicado momento de ruptura. Na palavra mioleba, o seu som nos leva pela primeira vez a tirar a língua do céu da boca e abrir os lábios em gesto metafórico de nascimento. A letra i marca, portanto, a separação da palavra do mundo, porém sem ruptura de relação afetiva e amorosa entre ambos: sua infância.

O - Ajuntem-se num só lugar as águas, que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra : o terceiro dia. Da letra i para o o, nossa boca se expande; ela representa surpresa e admiração, prazer também repetido no momento do orgasmo, descoberto em nossa puberdade: oooh! o! o! totus floreo!. Após o nascimento em mi, nessa letra acontece o crescimento, o clímax da existência. A representação gráfica dessa vogal nos mostra um espaço fechado, onde as coisas são reunidas para que possam florescer. A letra o marca, portanto, o crescimento tanto do mundo quanto da palavra, o encontro da semente com a terra nas núpcias dos jovens amantes: a adolescência.

L - Haja luzeiros no firmamento do céu, que façam separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais, e para tempos determinados, e para dias e anos; e sejam para luzeiros no firmamento do céu a fim de alumiar a terra : o quarto dia. Perceba que há semelhança entre L e I, pois as duas letras representam gestos parecidos. Na grafia de L no pilar de luz está sobre uma parte da base da letra, enquanto outra permanece escura. Ao dizer L, a nossa língua brevemente reencontra o céu da boca, e depois dele se separa. Após o mundo e o corpo e a palavra terem florescido - afinal, já passou-se o início da vida no planeta, a adolescência e a primeira sílaba - é preciso que os frutos desse crescimento sejam preservados por um agir regrado e periódico. As estações se instalam, o jovem adulto vai da casa ao trabalho, e surge a sílaba que receberá o acento da palavra. A letra l marca, portanto, a consolidação da palavra em relação ao mundo, a vida adulta da linguagem.

E - Produzam as águas enxames de seres viventes, e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. Frutificai, multiplicai-vos e enchei as águas nos mares, e multipliquem-se as aves sobre a terra : o quinto dia. Há aqui uma recapitulação de O, o crescimento, no som vocálico, e uma recapitulação de L, a vida adulta, sobreposta de sua forma de cabeça para baixo e acrescida de um feixe que trafega acima da terra no firmamento do céu, a ave, grafando a letra E. Após o nascimento, a infância, a adolescência e o início da vida adulta, a letra E representa a sobreposição de duas vidas, unidas pelo símbolo da ave, a união, o ser que tem acesso tanto ao domínio dos mares, femininos, quanto da terra, masculino. Usamos e como conjunção: a letra E, portanto, marca a união que precede o recriar do mundo na forma da prole: o momento em que a terra reconhece a vida em seu oposto, o mar, e a linguagem percebe suas limitações no ato de amor.

B - Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis e animais selvagens segundo as suas espécies. Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança: domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra. Frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra: o sexto dia. Graficamente, o B é como se fosse um M de pé; sonoramente, os lábios em ba fazem a mesma explosão que em mio. A criação da espécie se assemelha à criação do universo: ele, antes incógnito, agora será recriado nas mentes humanas. O universo, antes deitado sob a matéria, se levanta para os domínios do espírito e da imaginação. Recapitulando o início, o Criador reinicia e na última sílaba deixa o mundo ao encargo dos homens, filhos de uniões, para que repitam o ciclo de nascimento (M), crescimento (I), florescer (O), consolidação(L), casamento(E) e nova geração (B), perpetualmente.

A - E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito : o sétimo dia. O Criador, cansado, cai adormecido exalando um último aaah de alívio, cansado do canto da palavra.

Em suma, percebemos que a palavra mioleba contém em si, de forma pictórica e pitoresca nas letras e bela e sublime nos sons, uma narrativa gloriosa não só da história do universo mas também da jornada de vida de cada ser humano, infindável máteria primordial para toda a arte humana. Sabemos que os sons de uma canção podem nos trazer toda a sorte de sentimentos que resultam em movimentos em nosso corpo, e o Criador, que Onipresente contém toda a Criação em seu corpo, ao entoar durante o curso de sete dias a palavra mioleba comandou os movimentos da matéria caótica e primordial do Caos a se organizar no Universo que hoje habitamos.

Assim, se fomos feitos a sua imagem e semelhança, nos enaltecemos quando buscamos imitar a sua ação; porém, se dela nos distanciamos, nossas vidas se permeiam de confusão e penúria. As antigas civilizações conheciam a palavra mioleba, e só permitiam em sua linguagem os seus sons, pois eram os únicos usados e vistos como necessários pelo Criador. Após a Torre de Babel, essa regra do ouro fora esquecida, e hoje proferimos todo modo de som profano e agourento.

Segunda parte : reconhecimento da linguagem derivada da palavra mioleba como a língua dos anjos perdida com a queda dos homens e hoje revelada novamente

Visando resgatar meus irmãos à proximidade com os domínios divinos, e restituir a humanidade à glória dos dias antigos das belas campinas orgiásticas repletas de yagé e teonanácatl bem longe das proximidades de göbekli tepe, trabalhei arduamente para reconstruir a linguagem perdida a partir da revelação dessa única palavra.

Isso por si só, porém, não foi suficiente; tive que, novamente, ser auxiliado pelo sopro divino.
Vagando despretensioso por matas, me vi de súbito perdido em uma selva escura e desconhecida. Porém fui guiado em encanto rumo a suave canto melífluo. Deparei-me com ela: segurava uma lira, reclinada ao parapeito de pedregulho em cachoeira, moça nua, de beleza rara e indescritível. Cantou-me, suavemente, enfeitiçando-me com seus olhos que refletiam a copa das árvores:

Uns fileira de cavalos, outros de soldados
e outros de naus, dizem ser sobre a terra negra
A coisa mais bela; mas me responda, decifra esquivo
destas a mais correta, ou lhe encanto ao fundo do rio.

E eu, de pronto, lhe respondi:

Sublime tenta me enganar, ninfa,
Dando-me opções a vias funestas.
Pois sei, destas coisas não há prova
de serem mais belas do que estas:
gororoba, rebimboca, guariroba;
voçoroca e mioleba.

Satisfeita, vi a ninfa mergulhar na água, rindo jovial. Vindo do fundo do lago, ouvi o seu canto; porém, embora confuso, estava convicto de minha resposta como absoluta verdade, e não temi que me seduzisse à morte. Cantava em língua de outro mundo, com voz tão sedutora que nenhum outro homem poderia ouvir e continuar vivo; e percebi, naquelas palavras, a língua perdida dos anjos. Naquele momento, a compreendi; e saí dali sóbrio, embora extasiado, pelo caminho de volta que a ninfa me apontara.

E agora, sem mais delongas, entrego a vós a minha humilde e falha tradução do indescritível canto da ninfa, para que a paz de agora em frente impere eterna entre nós.

Mais alto que os mais altos homens
De grande altura não veio sua queda
Pois conhece não de ontem
Palavra e poema mioleba.

Entrego-lhe a língua angélica, sem ela vós
Entregues à míngua, à ímpia guerra albatroz.

Letras após alfabética ordem conhece de outrora
Mas aquela após letra sagrada, risca sem demora.

Da mais próxima, repita a letra e adicione número um;
E depois desta, siga o segundo, como cardume de atum.

Para o A, terá nenhum,
pois é o descanso merecido;
Para o B, terá dois,
pois é o nascer repetido;
Para o E virão três,
a ave, mulher e seu marido.
E no I, mesmo que B depois,
pois é terra e céu separados;
Além, terá L como A solitário,
E M com um, nasce único;
E O, cresce, ao onze findável.

Esses números cantamos,
dessa forma entoados:
o primeiro vozeie subindo,
o segundo venha descendo.
Ao terceiro, desça e suba;
Ao quarto, suba e o contrário.
Ao quinto, cante alto e estável;
Ao sexto, fique baixo inabalável.

Cinco depois seis darão dez mais um acrescentado,
Até o quinto com ó aberto, até o sexto com ô fechado.

Eia!
Mais alto que os mais altos homens
Mais bem afortunado sobre a terra:
Vá de volta por via vinda, e aclame essa língua

de pura gororoba, rebimboca, guariroba;
voçoroca e mioleba.

E que assim seja.



o6m b1oo3b2ial abo3ab1o

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tempestadea

Tempestadea

Vulgo a lare per qui mi fas
Ficar a contemplar as semanas, i viveres
Das agrares, o passar do tempo i viveres
Das vivaras nas vertentes d'alma rosa desfalecida
Porque conotara divina meretris
I boa i má, i passada i giocunda
Ir inverde das fases loucas, que absurda
I ir'inrir'i'rir da crus qui prego o home, falecida mente
Fas da teia selvagem aurora permutecida

di Alfreto Viegas


Arthur Wilkens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um pouco de coelhinhos para o Rand. Inc.

Baby wild bunny eats a flower then washes its face.




アメファジ赤ちゃん お手入れ中!?



Cute baby bunnies!!





ha cute, hope you enjoy.

Nathália